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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ESQUIZOFRENIA (CID F20.0 a F20.9)








"O pesadelo final da esquizofrenia não é não saber o que é verdadeiro...
Imagine que, de repente, você se desse conta de que as pessoas, os lugares, os momentos mais importantes para você, não tivessem sumido ou morrido, mas pior, nunca tivessem existido? O inferno deve ser assim..."
 (Trecho do filme "Uma mente brilhante")





Imagine que em uma noite você está em seu quarto, e de repente começa a ouvir vozes. Você não sabe de onde elas estão vindo, mas elas são muito claras. Elas te humilham, dizem que você está ocupando espaço na terra, que é um lixo, que só causa sofrimentos às pessoas, que você já foi uma pessoa brilhante e hoje não é nada, e que o melhor seria por fim à sua vida...
Então de repente, no meio da noite, você vê um homem desconhecido parado à sua porta. Você não sabe por onde ele entrou, mas ele está lá! Você o vê nitidamente e tem certeza de que ele está querendo fazer-lhe algo de mal!
Qual seria sua reação nesta situação? Ficaria calmo? Entraria em pânico? Correria? Tentaria agredir o invasor para se defender?
E estas vozes? De onde vem? Por que te humilham tanto? Quem são? Pessoas, anjos, demônios? O que faria em relação a elas; ficaria paralisado e com medo, ou tentaria vasculhar a casa toda até encontrar quem está falando coisas tão horríveis?
Mas e se para piorar a situação, esta voz lhe dissesse: pegue uma faca e corte seus pulsos! Você iria obedece-la?
Mas o tormento ainda não acabou... No dia seguinte, após uma noite em claro, você sai de casa para trabalhar.
No caminho, nota que está sendo perseguido. Olha para os lados em busca de ajuda, e percebe que todos estão falando de você ou tramando uma forma de fazer-lhe mal.
Desesperado, você entra em um ônibus, e descobre que a pessoa ao lado lê seus pensamentos; ela sabe tudo o que fez e o que está pensando, e assim como as pessoas na rua, os demais passageiros também estão à sua caçada.
Assustado, vai pedir socorro ao motorista, e vê que o rosto dele está totalmente desfigurado, como um monstro. 
Você está cercado por todos os lados. Pessoas, criaturas estranhas e vozes  das quais você desconhece a origem, estão empenhadas em uma única missão: pegá-lo!
Cena de um filme de terror? NÃO! Este é o dia-a-dia de boa parte dos esquizofrênicos.
Pode imaginar a força que o portador desta patologia precisa empregar para conviver com tudo isso, mantendo o controle de sua vida, de seus atos, suas emoções, enfim, para manter sua própria sanidade?


O QUE É ESQUIZOFRENIA E QUAIS SEUS PRINCIPAIS SINTOMAS?

A palavra esquizofrenia é resultado da junção dos termos gregos skizo (divisão) e phrenos (espírito / mente). Doença da "divisão do espírito" ou "divisão da mente" ou ainda "mente dividida".
Com cerca de 1 milhão de vítimas e 56 000 novos casos a cada ano no Brasil, a esquizofrenia é uma psicose devastadora. É uma patologia psiquiátrica que se caracteriza por uma combinação de sinais e sintomas, mas isso não significa que todos estejam presentes. Os sintomas característicos permanecem por muito mais tempo, muitas vezes, alguns persistem pelo resto da vida da pessoa. No entanto estes sintomas não ocorrem exclusivamente na esquizofrenia; ela difere de muitos outros distúrbios psiquiátricos em que geralmente existe uma ÚNICA característica proeminente (a depressão, por exemplo, caracteriza-se por humor pouco eufórico; o TAB pelas variações de humor; o distúrbio de pânico, pela presença de ataques de pânico, etc). No caso da esquizofrenia, existe um leque de caracteristicas, e nenhuma delas é exclusividade desta patologia, e isso dificulta seu diagnóstico.
Além de todos os sintomas e das caracteristicas definidoras da doença, o mais notável é a total  incompreensibilidade e inacessibilidade que o paciente provoca nas outras pessoas. É como se o esquizofrênico estivesse imerso em seu próprio e confuso mundo, totalmente inacessível aos demais.
A idade comum de início da esquizofrenia é o fim da adolescência e início da idade adulta, podendo começar até aproximadamente 45 anos. Casos raros se dão após essa idade ou na infância. 
Mulheres geralmente demoram mais para apresentar os sintomas da esquizofrenia e tem prognóstico melhor.
Os surtos esquizofrênicos duram em média de um a seis mêses, e após este periodo, o portador  geralmente mergulha em um periodo de depressão profunda, pois após o termino dos sintomas, o horror continua. A lembrança dos acessos geralmente é forte demais para ser cancelada, e o doente passa a viver na expectativa de que outros ocorram.
É também uma patologia comum, ocorrendo entre 0,5 a 1% da população.



O QUE SÃO SINTOMAS NEGATIVOS E SINTOMAS POSITIVOS?

Os sintomas característicos da esquizofrenia podem ser agrupados, genericamente, em 2 tipos: positivos e negativos.
Os sintomas positivos são os mais floridos e exuberantes, tais como as alucinações (mais freqüentemente, as auditivas e visuais e, menos freqüentes as táteis, e olfativas), os delírios (impressão de que estão sendo perseguidos, sentimentos de grandeza, de ciúmes, somáticos, místicos, fantásticos), perturbações da forma e do curso do pensamento (como incoerência, prolixidade, desagregação), comportamento desorganizado, bizarro, agitação psicomotora e mesmo negligência dos cuidados pessoais.
Os sintomas negativos são, geralmente, de déficits, de perda, ou seja, a pobreza do conteúdo do pensamento e da fala, embotamento ou rigidez afetiva, prejuízo do pragmatismo, incapacidade de sentir emoções, incapacidade de sentir prazer, isolamento social, diminuição de iniciativa e diminuição da vontade.
Para simplificar, podemos dizer que os sintomas positivos são aspectos que deveriam estar ausentes, mas que estão presentes na pessoa (o normal seria que uma pessoa não tivesse alucinações auditivas, mas ela tem); já os negativos, são aspectos que o esquizofrênico deveria ter, mas não tem ou o tem de forma deficitária (ela deveria ser capaz de relacionar-se com as demais pessoas, mas não tem esta capacidade ou a tem de forma deficitária).


QUAIS SÃO OS TIPOS DE ESQUIZOFRENIA?

De acordo com o DSM.IV*, existem 5 tipos de Esquizofrenia:

Esquizofrenia Paranóide

É a mais comum e de melhor prognóstico (que menos debilita) das esquizofrenias, sobretudo em relação ao funcionamento ocupacional e à capacidade para ter uma vida independente. Predominam sintomas positivos, como alucinações e enganos, com uma relativa preservação do funcionamento cognitivo e do afeto. O início tende a ser mais tardio que o dos outros tipos.
O mais freqüente dos sintomas são as alucinações auditivas - o paciente ouve vozes que podem ser conhecidas ou não, que dizem frases que podem compreensíveis ou não, sendo que estas frases podem trazer idéias positivas (dizer que a pessoa é melhor que todos, que trata-se da voz Divina) ou negativas (frases depreciativas, muitas vezes incitando o suicídio, podendo muitas ser  atribuída pelo paciente a demônios, por exemplo), ou ainda, falam sobre ele, ou o acompanham em suas atividades com comentários. Muitas vezes essas vozes dão ordens de como agir em determinada circunstancia. As alucinações visuais também são comuns, porém menos freqüentes que as auditivas. Nelas, o paciente pode ver pessoas que na verdade não estão no local, imagens aberrantes, alterações nas pessoas “reais” (por exemplo, olhar para alguém e notar que seu rosto está desfigurado, ou ainda que a pessoa “transformou-se” em outra pessoa ou ser, etc).
O portador apresenta ainda delírios de perseguição ou grandeza (como pensar que é Deus ou santo).
São pessoas tensas, desconfiadas, e reservadas, podendo ter comportamentos hostis e agressivos, caso sintam que estão sendo perseguidos ou ameaçados. É muito comum que se recusem a sair de casa, por medo de que lhes aconteça algo, por sentirem-se perseguidos, por temerem as demais pessoas, por imaginarem que os demais estão falando ou rindo dele, etc.
Este grupo é o que apresenta a menor regressão de suas faculdades mentais, das respostas emocionais, podendo relacionar-se bem socialmente.

Esquizofrenia Catatônica

A característica essencial da esquizofrenia catatônica, segundo o DSM-IV, são:
a) acentuada perturbação psicomotora, que pode envolver imobilidade motora, atividade motora excessiva aparentemente desprovida de sentido e não é influenciada por estímulos externos;
b) mutismo (incapacidade de falar);
c) ecolalia: A ecolalia é a repetição patológica, tipo papagaio e aparentemente sem sentido, de uma frase ou palavra que outra pessoa acabou de pronunciar;
d) maneirismos: caracterizada pela dicção em tom excêntrico (declamatório, lúgubre, pedante, rebuscado, solene) ou por gestos ou poses despropositadas, espectaculares, exageradas ou artificiais;
e) ecopraxia: A ecopraxia é a imitação repetitiva dos movimentos de outra pessoa;
f) peculiaridades dos movimentos: manifestadas pela adoção voluntária de posturas inadequadas ou bizarras ou por trejeitos faciais proeminentes;
Imobilidade motora
g) imobilidade motora pode se manifestar por catalepsia (flexibilidade cérea, ou seja, movimentos passivos, podendo-se moldar a pessoa numa posição que ela depois mantém, como se a pessoa fosse feita de cêra, No exêmplo da foto, o paciente foi colocado em uma posição totalmente incômoda, e que foi mantida pelo mesmo) ou estupor (estado em que a consciência ou sensibilidade é apenas parcial, ou ainda podendo haver total insensibilidade, além de acentuada diminuição  da capacidade de exibir reações motoras);
h) negativismo, manifestado pela manutenção de uma postura rígida
contra tentativas de mobilização, ou resistência a toda e qualquer
instrução;
i) Obediência ou imitação automáticas, na qual o individuo responde a uma ordem, como por exemplo "levantar o braço", sem oferecer nenhuma resistência, ou sem raciocinar sobre o ato que está realizando.

Durante o estupor severo ou na excitação catatônica, oa pessoa necessita de cuidadosa supervisão, a fim de se evitar danos a si mesmo ou a outros. Existem riscos potenciais de desnutrição, exaustão e ferimentos causados pelao próprio individuo.
São descritas as formas estuporosa ou inibida e a excitada, além de forma rara de catatonia periódica
Na catatonia estuporosa, a pessoa permanece em estado de completo estupor, com ausência de qualquer expressão psíquica ou física, ou apresentam pronunciada diminuição de suas atividades e movimentos espontâneos. Podem chegar a completo mutismo. Negativismo, estereotipia, ecopraxia e obediência automática podem também estar presentes. Muitas vezes, têm que ser alimentados através de sondas e mesmo suas necessidades fisiológicas são interrompidas. Entretanto, depois de longos períodos de imobilidade, repentinamente e sem provocação, podem apresentar breve eclosão de comportamento explosivo e violento. 
Na forma excitada os pacientes apresentam extrema agitação psicomotora. Falam e gritam quase continuamente. Suas produções verbais são freqüentemente incoerentes e seu comportamento parece ser influenciado mais por estímulos internos do que pelos do ambiente. Existe o risco de colapso por exaustão completa. 
A forma periódica consiste em recorrências regulares de estados estuporosos ou excitados, inicialmente com intervalos praticamente assintomáticos.
Este tipo de esquizofrenia tem tratamento bem difícil.

Esquizofrenia Desorganizada ou Hebefrênica

Neste grupo estão inclusos os pacientes que têm problemas de concentração, predominância de sintomas negativos, incoerência freqüente do pensamento, vagueza acentuada das associações, pobreza do raciocínio, além de discurso infantil e bastante desorganizado. As vezes fazem comentários fora do contexto, e se desviam totalmente do tema da conversação.
O afeto é embotado ou grosseiramente inapropriado, já que este grupo de esquizofrênicos expressam pouca ou total falta de emoção, ou ainda, resposta emocional inadequada.
Seu comportamento grosseiramente desorganizado. O individuo muitas vezes põe-se a gargalhar sem motivo aparente, rindo-se exageradamente em ocasiões solenes, rompendo a chorar por nenhuma razão em particular, etc.
É notada ainda, uma regressão a comportamentos mais primitivos, desinibidos, ativos, mas desprovido de propósito e pouco construtivo.
Outros aspectos associados incluem trejeitos faciais, maneirismos (atitudes afetadas) e outras estranhezas do comportamento.
Neste grupo também é freqüente a aparição de delírios, como por exemplo, que o vento se move na direção que eles querem, que se comunicam com outras pessoas por telepatia, etc.
Outros sintomas relevantes são: trejeitos, maneirismos, demorada contemplação em espelhos, e outros comportamentos estranhos.
Apesar das atitudes desinibidas, estes pacientes apresentam afastamento social, já que não sentem, ou ainda, sentem pouco interesse em contato com as demais pessoas.
Pode-se imaginar, em virtude da exuberância de seus sintomas, que seu tratamento seja menos dificultoso que o catatônico. Contudo, é o tipo que tem tratamento mais complexo. 

 
Esquizofrenia Residual

Este termo é usado para se referir a uma esquizofrenia que já tem muitos anos (ou seja, consiste no estado crônico da doença), havendo progressão clara de um quadro inicial para um quadro tardio, sendo que o portador já apresenta muitas seqüelas.
O prejuízo que existe na personalidade destes pacientes já não depende mais dos surtos agudos, pois são prejuízos completamente instaurados; não sendo dependente de um surto.
É caracterizado pela presença de evidências continuas de perturbação esquizofrênica, porém sem sintomas suficientes para a classificação em algum outro tipo de esquizofrenia. As condições para este tipo de esquizofrenia são: pouco ou nenhum delírios ou alucinação, sintomas “negativos” comumente irreversíveis, tais como lentidão psicomotora, hipoatividade, embotamento afetivo (a pessoa não sente normalmente as emoções; que parecem apagadas ou pouco intensas e, por isso, quase não se percebe o que ela realmente sente), passividade e diminuição da volição (falta de iniciativa / vontade de fazer algo), pobreza da quantidade e do conteúdo do discurso, pouca comunicação não-verbal (face inexpressiva, pouco contato ocular, baixa modulação da voz e poucos gestos), falta de cuidados pessoais, desempenho social ruim (retraimento social), pensamento ilógico, comportamento excêntrico, crenças incomuns e dificuldade em fazer associações.


Esquizofrenia Indiferenciada

Apesar de classificação das esquizofrenias, é bom destacar que os portadores nem sempre se encaixam perfeitamente numa de estas categorias. A estes individuos pode-se atribuir o diagnóstico de esquizofrenia indiferenciada.
Neste tipo de esquizofrenia, os sintomas psicóticos apresentados preenchem os critérios diagnósticos gerais para a esquizofrenia, mas  não correspondem a nenhum subtipo em especifico, ou ainda, apresentam caracteristicas de mais de um deles, mas sem uma clara predominância de um conjunto particular de características diagnósticas para ser classificada em um grupo (paranóide, catatônica, etc).
Apresenta habitualmente um desenvolvimento rápido, com um isolamento social intenso e uma diminuição no desempenho laboral e intelectual; é freqüentemente caracterizada por apresentar sintomas de todos os grupos: delírios e alucinações, distúrbio do pensamento, comportamento estranho e sintomas negativos. Observa-se nestes pacientes uma certa  apatia e indiferença ao mundo exterior.
Também recebe o nome de esquizofrenia atípica.

Esquizofrenia Infantil

É um tipo raro de esquizofrenia (0,5% dos casos), não incluso no DSM. Ocorre bem cedo na vida do indivíduo (os primeiros problemas surgem entre os 6 e 7 anos de idade). É bastante severa, tendo sintomas e disfunções mais intensas, além de um tratamento mais difícil. Ainda não foi perfeitamente elucidado o mecanismo que determina a esquizofrenia infantil. Fatores ambientais não exercem qualquer influência sobre o aparecimento da doença, o que leva a crer que a base dela é puramente genética. Características psicológicas incluem falta de interesse, fraco contato pelo olhar, ecopraxia (imitação repetitiva dos movimentos de outra pessoa), ecolalia (Repetição tal qual papagaio do que as pessoas dizem, com eliminação de qualquer evidência de entendimento do que foi mencionado e com perda da fala espontânea), baixo QI e outras anormalidades.

Existe ainda o Transtorno Esquizofreniforme e o Transtorno Esquizoafetivo, que não constituem esquizofrenia, muito embora possuam características da mesma. Estes serão tratados nos próximos posts.

* O Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais é uma publicação da American Psychiatric Association, Washington D.C., sendo a sua 4ª edição conhecida pela designação “DSM-IV”.

Esquizofrenia Simples

Considerada pouco comum, seu início ocorre lentamente e insidiosamente, porém de forma progressiva, havendo o desenvolvimento de excentricidades de conduta, inabilidade para cumprir demandas da sociedade e declínio da performance.
Normalmente, começa na adolescência com emoções irregulares ou pouco apropriadas, pode ser seguida de um demorado isolamento social, perda de amigos, poucas relações reais com a família e mudança de carácter, passando de sociável a anti-social e terminando em depressão.
Nesta forma da esquizofrenia não se observam muitos surtos agudos. Nestes casos, os sintomas negativos (como o embotamento afetivo) ocorrem isoladamente, sem sintomas positivos e desorganização de conduta ou  pensamentos. 
Não há uma diferença bem delimitada entre as fases aguda e crônica. Alguns autores equivalem esse diagnóstico ao transtorno de personalidade esquizotípica, caracterizado por afetividade superficial ou imprópria, falta de vontade e comportamento excêntrico ou desviante, com tendência ao isolamento e desinteresse social. Os sintomas negativos ocorrem mesmo sem um surto psicótico que os preceda. 
Como ela é pouco comum, e sua existência ainda é discutida entre os especialistas (muitos acham que não existem critérios suficientes para criar este sub-tipo de esquizofrenia), a esquizofrenia simples está descrita no CID, mas não no DSM-IV.


Esquizofrenia Refratária (ou resistente) e esquizofrenia responsiva:

Como já dito, a esquizofrenia é uma doença crônica. Isto quer dizer que seus sintomas permanecem presentes por um longo periodo de tempo, ou ainda, por toda a vida (assim como a hipertensão e o diabetes).
Ela pode ser classificada como RESPONSIVA ou REFRATÁRIA (também conhecida como resistente).
Na RESPONSIVA, o individuo responde ao tratamento, isto é, a pessoa faz uso dos medicamentos e responde positivamente ao tratamento (não tem surtos, ou os tem em menor quantidade / intensidade e por um periodo mais curto, do que se não tomasse medicamento algum), bem como diminuição de alguns sintomas, e/ou desaparecimento de outros.
No caso da esquizofrenia REFRATÁRIA, a pessoa não responde ao tratamento, ou a melhora dos sintomas é insignificante.
Estudos apontam indices entre 10 e 30% de esquizofrênicos que, mesmo seguindo o tratamento, não apresentam melhoras.
Contudo, a falta de resposta aos medicamentos pode estar associada a outros fatores, como a não adesão ao tratamento, com tomadas irregulares da medicação e interrupções frequentes, dosagens insuficientes ou excessivas, gerando baixa eficácia ou muitos efeitos colaterais, abuso de drogas e álcool, estresse crônico em decorrência de fatores sociais e familiares e gravidade da própria doença.
Muitas vezes o médico diagnostica uma esquizofrenia refratária indevidamente, pois o paciente não segue o tratamento de maneira adequada. O especialista pode ser induzido a este erro, pois o paciente não segue o tratamento corretamente, sendo assim, não se pode afirmar com certeza se ele responderia bem ou não ao tratamento.
Sendo assim, um individuo pode receber a principio um diagnóstico de esquizofrenia paranóide, e após, receber o diagnóstico de esquizofrenia refratária. Isso quer dizer que o paciente teve o diagnóstico inicial, mas não respondeu ao tratamento, ou quase não teve melhora dos sintomas.
Para "fechar" este diagnóstico, o médico deve tentar pelo menos dois tipos de antipsicóticos diferentes, sem que o paciente não apresente nenhuma melhora, ou uma melhora insignificante.
A pessoa deve apresentar sintomas positivos moderados a graves, predominância de sintomas negativos (em estágios mais avançados), dificuldades cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinio, aprendizagem, etc), além de não conseguir retornar a um estado que seja mais próximo daquilo que ele era antes de apresentar os sintomas da esquizofrenia (ou seja, a pessoa não volta a ser nem de longe aquilo que era antes do inicio dos sintomas).
Sintomas como delírios e alucinações, alterações graves do comportamento, desorganização mental marcante e isolamento social e emocional progressivos estão presentes. A sensação que familiares têm nessa hora é a de que o tratamento não está funcionando, ou mesmo, que está trazendo mais malefícios do que benefícios em decorrência dos efeitos colaterais. 


Os critérios utilizados para este diagnóstico são:

(1) Pelo menos um dos seguintes deve estar presente:

(a) eco do pensamento (experiência de que os próprios pensamentos são repetidos dentro da cabeça da pessoa. O intervalo que decorre entre o pensamento original e o seu eco é usualmente de uns poucos segundos. O pensamento repetido, embora idêntico no seu conteúdo, pode ser sentido como ligeiramente alterado em termos de qualidade), inserção ou roubo do pensamento (fenômeno pelo qual o indivíduo tem a vivência que pensamentos reconhecidos como alheios se intrometem nos seus processos mentais.) ou irradiação do pensamento (fenômeno no qual o individio crê que as demais pessoas lêem ou ouvem seus pensamentos);
(b) delírios de controle (por DEUS, anjos, extra-terrestres), influência ou passividade, claramente referindo-se ao corpo ou aos movimentos dos membros ou a pensamentos, ações ou sensações específicos; percepção delirante;
(c) vozes alucinatórias comentando o comportamento do paciente ou discutindo entre elas sobre o paciente ou outros tipos de vozes alucinatórias vindo de alguma parte do corpo;
(d) delírios persistentes de outros tipos que sejam culturalmente inapropriados e completamente impossíveis (p. ex. ser capaz de controlar o tempo ou estar em comunicação com alienígenas).

OU

(2) Ou pelo menos dois dos seguintes:

(a) alucinações persistentes, de qualquer modalidade, quando ocorrendo todos os dias, por pelo menos um mês, quando acompanhadas por delírios (os quais podem ser superficiais ou parciais), sem conteúdo afetivo claro ou quando acompanhadas por idéias superestimadas persistentes;
(b) neologismos, interceptações ou interpolações no curso do pensamento, resultando em discurso incoerente ou irrelevante;
(c) comportamento catatônico, tal como excitação, postura inadequada, flexibilidade cérea, negativismo, mutismo e estupor;
(d) sintomas “negativos”, tais como: apatia marcante, pobreza de discurso embotamento ou incongruência de respostas emocionais (deve ficar claro que estes sintomas não são decorrentes de depressão ou medicação neuroléptica).


Vale lembrar que somente um especialista pode confirmar o diagnóstico.
Outro ponto importante, é que geralmente leva um certo tempo até que o médico consiga ajustar a medicação (tipo de medicamento e dosagem adequada ao caso). Isso não significa que a esquizofrenia é refratária, e sim, que a dose adequada ainda não foi identificada. Cada paciente tem suas particularidades, pois cada organismo é diferente. O tipo de tratamento, portanto, deve ser individual, o que pode levar tempo para ser identificado.
É comum também que a medicação que a principio fazia efeito, passar a ter uma diminuição de sua eficácia, sendo necessário um reajuste da terapia. Isso não quer dizer que a esquizofrenia "tornou-se" refratária.

SURTO PSICÓTICO NA ESQUIZOFRENIA:

Não é possível determinar a frequência das crises, que podem acontecer uma ou diversas vezes na vida do paciente. Porém, em apenas 15% dos casos não acontece um segundo surto. Os outros 85% têm crises recorrentes. Um surto não tratado pode durar mais de um ano, enquanto aqueles que têm o acompanhamento adequado duram apenas dias. Somente casos em que os pacientes respondem mal aos medicamentos podem durar mais, chegando a até 10 meses.
Durante um surto, o portador de esquizofrenia pode vir a ter alucinações (ouvir vozes ou ver coisas que não existem), apresentar delírios (sentir-se perseguido, julgar ser possuidor de poderes especiais ou então que está sendo influenciado telepaticamente por aparelhos ou pessoas, ou achar que outros falam ou riem de si). Associam-se alterações de afetividade, perda de motivação ou de vontade e comportamentos estranhos. Portanto, o surto psicótico é a perda do contato com a realidade. Alguns sintomas estão presentes fora do surto, como as alucinações auditivas ou visuais , mas o que define o surto, é perda da noção do que é real ou não. O portador pode ouvir vozes, e questionar se são reais ou alucinatórias, mas no surto, o portador tem plena convicção de que são reais
, e acredita piamente em tudo o que estas vozes falam.
A psicose esquizofrênica surge geralmente na adolescência ou no adulto jovem. Algumas vezes as pessoas têm sintomas psicóticos devido a doenças clínicas não detectadas. Por isso, deve-se obter uma história clínica e realizar um exame físico e exames de laboratório durante o diagnóstico, para descartar outras causas dos sintomas, antes de se concluir que um indivíduo tem esquizofrenia. Não existem exames laboratoriais ou de raios-X, nem os mais sofisticados, que constatem o diagnóstico de esquizofrenia (na prática servem para excluir outras doenças e não para diagnosticá-la). 

MAS O QUE CAUSA ESTE TRANSTORNO?

Sobre a causa da esquizofrenia só sabemos duas coisas: é complexa e multifatorial. Existem inúmeras teorias a esse respeito, que foram desenvolvidas por meio de observações populacionais, exames de diagnóstico por imagem, análise da dinânica social, etc.
Vamos relatar aqui as principais teorias:

Teoria Bioquímica:
A mais aceita em parte devido ao sucesso das medicações:No centro do problema está a dopamina, neurotransmissor associado às sensações de prazer e de recompensa e que é encontrado em uma das regiões cerebrais mais profundas: o mesencéfalo. Nas pessoas saudáveis, a dopamina é liberada em quantidades equivalentes para os lobos frontal e temporal – sendo que o primeiro é responsável pela elaboração do pensamento, e o segundo, pela percepção e pela memória. O cérebro do paciente com esquizofrenia, contudo, funciona como se houvesse menos dopamina no lobo frontal e mais no lobo temporal. Essa falta provoca apatia e lentidão de pensamento. Já o excesso de dopamina na região temporal provoca delírios e alucinações. Essas duas falhas contribuem para o aparecimento dos sintomas da doença.

Teoria do Fluxo Sangüíneo Cerebral:
Com as modernas técnicas de investigação das imagens cerebrais (Tomografia por Emissão de Pósitrons- TEP) os pesquisadores estão descobrindo áreas que são ativadas durante o processamento de imagens sejam elas normais ou patológicas. As pessoas com esquizofrenia parecem ter dificuldade na "coordenação" das atividades entre diferentes áreas cerebrais. Por exemplo, ao se pensar ou falar, a maioria das pessoas mostra aumento da atividade nos lobos frontais, juntamente a diminuição da atividade de áreas não relacionadas a este foco, como a da audição. Nos pacientes esquizofrênicos observamos anomalias dessas ativações. Por exemplo, ativação da área auditiva quando não há sons (possivelmente devido a alucinações auditivas), ausência de inibição da atividade de áreas fora do foco principal, incapacidade de ativar como a maioria das pessoas, certas áreas cerebrais.
A TEP mede a intensidade da atividade pelo fluxo sangüíneo: uma região cerebral se ativa, recebendo mais aporte sangüíneo, o que pode ser captado pelo fluxo sangüíneo local. Ela mostrou um funcionamento anormal, mas por enquanto não temos a relação de causa e efeito entre o que as imagens revelam e a doença: ou seja, não sabemos se as anomalias, o déficit do fluxo sangüíneo em certas áreas, são a causa da doença ou a conseqüência da doença.

Teoria Biológica Molecular:
Especula-se a respeito de anomalias no padrão de certas células cerebrais na sua formação antes do nascimento. Esse padrão irregular pode direcionar para uma possível causa pré-natal da esquizofrenia ou indicar fatores predisponentes ao desenvolvimento da doença.

Teoria Genética:


Talvez essa seja a mais bem demonstrada de todas as teorias. Nas décadas passadas vários estudos feitos com familiares mostrou uma correlação linear e direta entre o grau de parentesco e as chances de surgimento da esquizofrenia. Pessoas sem nenhum parente esquizofrênico têm 1% de chances de virem a desenvolver esquizofrenia; com algum parente distante essa chance aumenta para 3 a 5%. Com um pai ou mãe aumenta para 10 a 15%, com um irmão esquizofrênico as chances aumentam para aproximadamente 20%, quando o irmão possui o mesmo código genético (gêmeo idêntico) as chances de o outro irmão vir a ter esquizofrenia são de 50 a 60%.A teoria genética, portanto explica em boa parte de onde vem a doença. Se explicasse tudo, a incidência de esquizofrenia entre os gêmeos idênticos seria de 100%.

Teoria do Estresse:
O estresse não causa esquizofrenia, no entanto o estresse pode agravar os sintomas. Situações extremas como guerras, epidemias, calamidades públicas não fazem com que as pessoas que passaram por tais situações tenham mais esquizofrenia do que aquelas que não passaram.

Teoria das Drogas:
Não há provas de que drogas lícitas ou ilícitas causem esquizofrenia. Elas podem, contudo, agravar os sintomas de quem já tem a doença. Certas drogas como cocaína ou estimulantes podem provocar sintomas semelhantes aos da esquizofrenia, mas não há evidências que cheguem a causá-la.

Teoria Social:
Fatores sociais como desencadeantes da esquizofrenia sempre são levantados, mas pela impossibilidade de estudá-las pelos métodos hoje disponíveis, nada se pode afirmar a seu respeito. Toda pesquisa científica precisa isolar a variável em estudo. No caso do ambiente social não há como fazer isso sem ferir profundamente a ética.

ISOLAMENTO

Quase sem exceção, os pacientes esquizofrênicos se caracterizam pelo isolamento social, e pela dificuldade em manter e/ou estabelecer uma relação com as demais pessoas. De maneira geral são pessoas introspectivas, reservadas e tímidas.
Eles são originalmente mais sensíveis que os demais, e é provável que esta sensibilidade aumentada, bem como esta resposta aumentada à estimulação, esteja presente no individuo desde que era criança, ou desde o seu nascimento.
O isolamento pode ser uma manobra defensiva para diminuir o input (entrada) de estímulos excessivos (por exemplo, se a pessoa sente que é perseguida, ela se isola para que não os persigam mais. Caso sinta que as pessoas “lêem” seus pensamentos, evita contato com elas para resguardar sua privacidade).


SUICÍDIO

O suicídio é uma causa comum de morte entre os pacientes esquizofrênicos. Muitas vezes ela ocorre porque os médicos tendem a associar o suicídio mais aos transtornos de humor. Contudo, cerca de 50% de todos os pacientes esquizofrênicos tentam suicídio pelo menos uma vez durante suas vidas, e 10 a 15% deles morrem por suicídio durante um período de 20 anos após o surgimento dos sintomas, podendo acometer homens ou mulheres na mesma proporção.
Os principais fatores de risco incluem a depressão, pouca idade e alta atividade anterior à descoberta do diagnóstico (pessoas que antes desenvolviam várias atividades como formação universitária, vida profissional e social ativa, cuidados com o lar e família, etc). Este último grupo pode perceber o quanto a esquizofrenia pode privá-lo de suas atividades anteriores, e neste caso, o suicídio parece uma saída razoável.
O uso de antidepressivos, o apoio familiar, a psicoterapia em que sejam abordadas estas perdas e a participação em grupos de apoio podem ajudar o paciente a dirigir suas ambições a objetivos palpáveis, sendo assim, ferramentas importantes para prevenção do suicídio.
Muitos pacientes alegam ainda que tentaram tirar suas vidas  seguindo às ordens “das vozes” que afirmavam ser esta a melhor saída para o seu sofrimento.

ABANDONO FAMILIAR E MARGINALIZAÇÃO

Muitas vezes a família se sente desvalorizada, ou excluída socialmente, pois não são todos que dão o apoio necessário, causando sofrimento psíquico tanto para a família, quanto para o paciente.
Embora nem sempre a família se deixe levar pelo preconceito social, a maior parte se propõe a ajudar e dar a assistência necessária para o paciente, e este se vê envolvido pelo aconchego familiar, ajudando o processo de valorização familiar e reabilitação deste indivíduo, pois sem esta ajuda, fica muito mais difícil a reintegração do doente na sociedade, no entanto, é preciso relatar que, em muitos casos, o esquizofrênico sofre abandono familiar, por esta ser pouco acolhedora.
O abandono na maioria das vezes leva o individuo a viver à margem da sociedade, vivendo nas ruas ou em albergues, sem tratamento adequado, correndo riscos e a mercê de seus próprios delírios.
O problema dos desabrigados nas grandes cidades também pode ser resultante de altas hospitalares de pacientes esquizofrênicos que não estavam adequadamente encaminhados a um serviço de acompanhamento.
Embora a porcentagem exata de desabrigados esquizofrênicos seja muito difícil de ser obtida, estima-se que seja de 30% a 60%.

EXISTE TRATAMENTO?

Os últimos anos trouxeram importantes avanços no estudo da esquizofrenia. A alguns anos, os portadores desta patologia viam-se condenados aos hospitais psiquiátricos, ao isolamento e à total perda de contato com a realidade.
Não existe a cura, mas é possível obter controle dos sintomas e a reintegração do paciente.
O tratamento da esquizofrenia requer duas abordagens: medicamentosa e psicossocial.
Na abordagem medicamentosa, os antipsicóticos (ou neurolépticos) são eficazes no alívio dos sintomas da esquizofrenia em 70% dos casos.
São utilizados os chamados antipsicóticos típicos (como o haloperidol e a clorpromazina) e os atípicos (como clozapina, risperidona e a olanzapina). Podem ainda ser utilizados antidepressivos ou medicamentos que minimizem os efeitos colaterais dos antipsicóticos, quando exacerbados.
As abordagens psicossociais são necessárias para promover a reintegração do paciente à família e à sociedade. Devido ao fato de que alguns sintomas (principalmente apatia, desinteresse, isolamento social e outros) podem persistir mesmo após as crises, é necessário um planejamento individualizado de reabilitação do paciente.
Os pacientes necessitam em geral de psicoterapia, sendo que terapias alternativas, como musicoterapia, pintura, equoterapia e outros procedimentos que visem ajudá-lo a lidar com mais facilidade com as dificuldades do dia a dia.
É bastante útil que o paciente tenha conhecimentos sobre os sintomas e possíveis sofrimentos ao longo da vida, e que possa ter um papel ativo no seu tratamento e controle sobre o seu estado. Sendo por isso vantajoso que eles  sigam alguns cuidados, como por exemplo:
  • Se achar que a medicação não está ajudando, ou se sentir efeitos não desejáveis, deve-se avisar o seu médico psiquiatra;
  • Fazer psicoterapia e ter consultas regulares com seu psicólogo;
  • Ter o cuidado de conservar um ritmo de sono e vigília correto, com as horas de sono necessárias;
  • Evitar o stress;
  • Deve manter rotinas normais de higiene, alimentação, atividades físicas e de lazer;
  • Evitar substâncias psicoativas que possam interferir prejudicialmente no tratamento - como álcool e outras drogas;
  • Procurar ter horas para dormir, comer, trabalhar, ou seja, criar rotinas;
  • Permanecer em contato com as outras pessoas, não buscar o isolamento;
  • Manter o contato com o psiquiatra, psicólogo e a equipe de saúde mental;
  • Praticar esportes pelo menos uma vez por semana;
  • A participação da família é fundamental. Permitir que os familiares se reunam com o psiquiatra / psicólogo são muito importantes.
SINAIS DE BOA RECUPERAÇÃO:

As perspectivas de recuperação de um esquizofrêncico são consideravelmente mais brilhantes hoje em dia, se comparado à metade do século passado, onde apenas 2 a 4% dos pacientes esquizofrênicos se recuperavam totalmente. Os neurolépticos (antipsicóticos) e a psicoterapia permitem hoje evitar recaídas que no passado eram inevitáveis.
Um sinal importante de boa recuperação é a idade de início, quanto mais tarde mais chances de recuperação.
Nota-se que alguns pacientes recuperam-se melhor que outros, sendo que parte deles conseguem ter uma vida relativamente normal e sem surtos. Nesse grupo foram identificadas uma relação de características que pode servir como parâmetro; referência para boa recuperação. 
Esses sintomas não servem como garantia, mas aumentam as chances dessas pessoas de se recuperarem. Os sinais são os seguintes:
- Capacidade de de sentir e expressar emoções (alegria, excitação, tristeza, desespero, etc.);
- Não apresentar sentimentos de grandiosidade;
- Apresentar alucinações (as auditivas são mais frequêntes do que as visuais);
- Aparência de perplexidade no episódio agudo (perplexidade diante de delirios, alucinações, etc);
- Não se isolar; não apresentar distúrbios do pensamento;
- Idéias de perseguição e conduta de desconfiança também são sinais de bom prognóstico . 
Claro que não  há unanimidade quanto a esses sintomas, sempre existem contestações, mas como já dito, são apenas parâmetros, sem que se tornem garantias.
Sintomas catatônicos (imobilidade ou excitação excessiva) e confusão mental, apesar de aparentarem ser de maior gravidade e mais assustadores, podem se resolver mais rapidamente com tratamento adequado, deixando a pessoa sem grandes problemas.

ESQUIZOFRÊNICOS NOTÁVEIS:

John Forbes Nash: é um matemático norte-americano que trabalhou na Teoria dos jogos, na Geometria diferencial e na Equação de derivadas parciais, servindo como Matemático Sênior de Investigação na Universidade de Princeton. Compartilhou o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1994 com Reinhard Selten e John Harsanyi. Segundo Nasar, sua biógrafa, Nash começou a desenvolver uma recuperação gradativa com o passar do tempo. Sua vida é retratada no filme “Uma Mente Brilhante”.

Syd Barrett: Um dos fundadores da famosa banda inglesa “Pink Ployd”, originalmente era o vocalista, guitarrista e principal compositor da banda. Foi também um guitarrista inovador, um dos primeiros a explorar completamente as capacidades sonoras da distorção e especialmente da máquina de eco.

Jack Kerouac: Escritor franco-americano,Escreveu a sua obra-prima “On The Road”, em 1957, livro que seria consagrado mais tarde como a “bíblia hippie”, em apenas três semanas.

Van Gogh: Vincent Willem Van Gogh, aclamado pintor holandês, considerado o pioneiro na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, e cujo talento só foi reconhecido após a sua morte.

FILMES:

  • Uma mente Brilhante (EUA-2001) com Russell CroweJennifer Connelly e Ed Harris. O filme narra a vida matemático John Nash.
  • K-Pax – O caminho da luz (EUA-2001) com Kevin Spacey e Jeff Bridges. O espectador é levado à dúvida entre duas possíveis explicações para os acontecimentos apresentados: realidade ou delírio de grandeza. Muito embora o diagnóstico do protagonista não seja revelado, existem fortes indícios de que trata-se de esquizofrenia.
FONTES:

Santos, T.C. Esquizofrenia e Estigma. São Paulo, 2010. Disponível em http://www.monografias.brasilescola.com/psicologia/esquizofrenia-estigma.htm

Freedman. AM. Kaplan. HI., Sadock. BJ.: Compêndio de Psiquiatria. 1ª ed. Salvat. Barcelona, 1975. 


Ballone, G.J.: Esquizofrenias. in PsiqWeb, Internet, São Paulo. Disponível em: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=171&sec=54, atualizado em 2005.

Kaplan, HI. Sadock, BJ. Grebb, JA. Compêndio de Psiquiatria: Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica. 7ª ed. Artmed. São Paulo, 2005. 

Marot, R.: Esquizofrenia. in Psicosite, Internet, São Paulo. Disponível em: http://www.psicosite.com.br/tra/psi/esquizofrenia.htm , atualizado em 2004.

Cavalcanti, MT. O tratamento do paciente esquizofrênico crônico: uma revisão. J. bras. psiquiatr; 40(2):53-63, mar. 1991.

Nicolau, P.F.M.  Esquizofrenia. in Psiquiatria Geral, Internet, São Paulo. Disponível em: http://www.psiquiatriageral.com.br/esquizofrenia/aprendendo01.htm , atualizado em 2011.

Louzã Neto, M.R. Doenças: Esquizofrenia. in Saúde Mental, Internet, São Paulo. Disponível em: http://www.saudemental.net/o_que_e_esquizofrenia.htm , atualizado em 2010.

Moreno, V., Alencastre, MB.: A trajetória da familia do portador de sofrimento psiquico. in Scielo - Scientific Eletronic Library Online, Internet, São Paulo. Disponivel em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v37n2/06.pdf , atualizado em 2003.

Lopes, A.D. Mentes Divididas. Revista Veja, São Paulo, ano 41, n. 2063, 04 jun. 2008.

 

Esquizofrenia. revista Veja. Internet. São Paulo, Jun. 2009. Seção Perguntas & Respostas. Disponivel em: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/esquizofrenia/esquizofrenia.shtml#topo, acesso em jan. 2011. 

 

Elkis, H. Meltzer, H.Y. Esquizofrenia Refratária. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.29 supl.2. São Paulo, 2007. Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462007000600002. Acesso em março de 2011.

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE - DATASUS - Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e transtornos delirantes. Brasilia, 2008. Disponivel em:  http://www.datasus.gov.br/cid10/v2008/webhelp/f20_f29.htm. Acesso em março de 2011.

 

Moreira, C.N. Souza, G.F.J. Esquiofrenia Catatônica. Casos Clínicos Psiquiatria. Belo Horizonte, 2000. Ano 2, vol.2. Disponivel em: http://www.abpbrasil.org.br/medicos/publicacoes/revista/arquivos/02Artigo%20Original%20-%202%20Esquizofrenia.pdf. Acesso em março de 2011. 


(POSTAGEM CONJUNTA: LETICIA LACERDA)

55 comentários:

Anônimo disse...

existe alguma lei que ampara o esquizofrenico,para participar de concursos publicos?sou esquizofrenica e gostaria de mudar minha hstoria,voltar a trabalhar,sera que posso prestar um concurso?

Anônimo disse...

Meu vizinho é esquizofrênico e está em crise. Falando por horas seguidas coisas sem nexo, colocando o rádio e a televisão no volume máximo durante a madrugada, batendo com portas, etc. O mesmo tem filhos maiores de idade que não moram com ele, que sabem do problema mas que na verdade não estão muito interessados em resolver. Gostaria de saber se há alguma forma de interná-lo mesmo contra a sua vontade já que o mesmo não tem mais discernimento para responder por si e nós vizinhos não estamos mais aguentando essa situação. Desde já, agradeço a atenção.

Leticia Lacerda disse...

Olá!
Pelo que você descreve, seu vizinho passa por um episódio de psicóse, e este é um caso de urgência psiquiátrica, e por isso, você pode acionar o SAMU solicitando remoção. O SAMU atua nos casos clínicos através da central de regulação médica de urgências, servindo de escuta permanente para todos os casos clínicos de urgência, através do número telefônico 192.
Por ser este um caso de URGÊNCIA, é função do SAMU prestar o atendimento.
A internação involuntária é a prática de utilizar meios ou formas legais como parte de uma lei de saúde mental para internar uma pessoa em um hospital mental, asilo psiquiátrico ou enfermaria contra a sua vontade ou sob os seus protestos. Contudo, ela ocorre a critério médico.
A decisão do psiquiatra em indicar a internação, esgotados os recursos extra-hospitalares para o tratamento ou manejo do problema, ou mesmo perante a gravidade/emergência do caso, geralmente ocorre nos seguintes casos: presença de transtorno mental (exceto transtorno de personalidade anti-social), além de, no mínimo, uma das seguintes condições:
a) Risco de auto-agressão
b) Risco de hetero-agressão
c) Risco de agressão à ordem pública
d) Risco de exposição social
e) Incapacidade grave de auto-cuidados.

É nas condições clínicas e apresentações acima descritas que o Estado, sob a lei nº 10.216/2001 , confere ao médico especialista, com o beneplácito da família, ou responsável legal do paciente, a possibilidade da internação involuntária, mediante comunicação devidamente justificada ao Ministério Público Estadual no prazo de até 72 horas após sua ocorrência, seguida de notificação circunstanciada ao mesmo órgão quando da alta hospitalar.
Na ausência da família, ou em sua não concordância, pode-se (lei 10.216/2001, art.3º), evocando a figura do pátrio poder, autorizar a internação compulsória, mediante decisão de juiz competente.
Esta mesma lei assegura a Internação psiquiátrica involuntária (IPI); mediante comunicação ao MPE em até 72 horas.

Boa sorte!

Anônimo disse...

sobre os sintomas prodômicos , é possivel que a propria pessoa desconfie que possa vir a desenvolver um surto psicótico ?
outa dúvida é se uma pessoa depressiva , ansiosa tem mais chances de desenvolver esquizofrenia ?

Leticia Lacerda disse...

A principio o portador pode desconhecer os sintomas prodrômicos, e por isso, fica dificil para o portador perceber que está entrando em surto.
Por exemplo: o esquizofrênico pode, de uma hora para outra, passar a ter crenças incomuns, sentir-se perseguido ou ameaçado, ter alucinações auditivas, visuais, olfativas, mas não perceber que tratam-se de alucinações; que não são reais.
Com o tempo a pessoa passa a conhecer os sintomas da doença, e a reconhecer que estão presentes de maneira mais intensa. Isso não é regra, mas acontece bastante.
O surto dá-se quando a pessoa perde totalmente o contato com a realidade.
Não se sabe ao certo qual é a causa da esquizofrenia. Existem diferentes teorias. Esquizofrênicos muito comumente apresentam depressão ou ansiedade, mas por outro lado não se pode afirmar que depressão e ansiedade cause esquizofrenia.
Sabe-se que o stress pode agravar os sintomas, mas ele não é causador da patologia.

Anônimo disse...

Meu filho é esquizofrênico, mas está neste momento bastante estável, voltou a estudar, porem não há muita perspectiva de inclusão social aqui na PB, é mais, as pessoas mesmo vendo que está bem sempre o olham atravessado, gostaria de saber se há algum projeto de lei que garantissem a inclusão social neste caso “de trabalho” em ambientes protegidos.

Anônimo disse...

Gostaria de saber qual o tratamento mais atual para esquizofrenia hebefrenica.anônimo

Leticia Lacerda disse...

Olá! Até onde eu sei, não existe uma lei que garanta emprego a um esquizofrênico.
Muitos acreditam que o esquizofrênico pode ser considerado uma PPD - pessoa portadora de deficiência, onde neste caso, as empresas tem a obrigação de garantir de 2% a 5% de seus postos a estes indiciduos(conforme Lei nº. 7.853, de 1989, e o artigo 93 da Lei nº. 8.213, de 1991, e o Decreto nº. 3.298, de 1999 e Decreto nº. 5.296, de 2004).
Contudo, a esquizofrenia é considerada uma DOENÇA MENTAL e não uma DEFICIÊNCIA MENTAL.
Vamos compreender a diferença entre essas duas definições:
Segundo o DSM IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais, edição de 1994), a deficiência mental é caracterizada por:um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança. O início deve ocorrer antes dos 18 anos.
Ou seja, a deficiência mental, ou deficiência intelectual, não representa apenas um QI baixo, como muitos acreditam. Ela envolve dificuldades para realizar atividades do dia-a-dia e interagir com o meio em que a pessoa vive.
Já a doença mental engloba uma série de condições que também afetam o desempenho da pessoa na sociedade, além de causar alterações de humor, bom senso e concentração, por exemplo. Isso tudo causa uma alteração na percepção da realidade. As doenças mentais podem ser divididas em dois grupos, neuroses e psicoses. As neuroses são características encontradas em qualquer pessoa, como ansiedade e medo, porém exageradas. As psicoses são fenômenos psíquicos anormais, como delírios, perseguição e confusão mental. Alguns exemplos de doenças mentais são depressão, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), transtorno bipolar e esquizofrenia.
Mas não entenda isso como uma noticia ruim! Seu filho passa por um periodo estável, e isso permite que ele tenha uma vida bastante próxima do normal, inclusive no que se refere à busca de uma colocação no merdado de trabalho.
Recentemente assisti à uma entrevista de um psiquiatra carioca, onde o mesmo afirma que teve um paciente que sonhava em ser funcionário público, mas não se julgava capaz. Após muito incentivo do especialista, o jovem participou do concurso sendo aprovado em primeiro lugar, e hoje desenvolve suas atividades profissionais normalmente.
Conheço também outros esquizofrênicos que trabalham, estudam...
Incentive sempre seu filho a lutar pelo que almeja. Este tipo de incentivo deve ser dado por todos os pais, e no que se refere a pais de esquizofrênicos, a postura deve ser a mesma.
Como sabemos, sempre nas lacunas onde os braços do Estado não alcançam (e são muitos), as ONG´s cobrem estes espaços. Você pode procurar alguma ONG que desenvolva atividades com esquizofrênicos. Pode ser bastante útil a seu filho.
Forte abraço!

Leticia Lacerda disse...

Hoje em dia ainda não podemos falar em cura para a esquizofrenia, mas podemos falar em tratamento, que era algo que não existia a algumas décadas atrás.
Em um estudo publicado em abril de 2011 na 29ª Semana Científica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense, pesquisadores apontaram que o melhor tratamento para a esquizofrenia Hebefrênica (ou Desorganizada) é aquele que apresente abordagem de multimodalidade (ou seja, diferentes especialidades atuando juntas e de maneira integrada no tratamento), devendo haver também, a constante interação familiar e social.
A terapia envolve não apenas a medicação, mas também abordagens individuais, familiares , e educacionais.
No estudo apresentado pelos pesquisadores, observou-se melhor eficiência da terapêutica e até a re-inserção social do paciente.
Sabemos que hoje em dia, os laboratórios investem pesado em pesquisas, mas o tratamento não consite apenas em medicamentos, e sim em trabalho conjunto de profissionais de diferentes àreas (psiquiatras, psicólogos, terapêutas ocupacionais), além da interação social.
Os pesquisadores partem do principio da "interação social como constitutiva dos processos psíquicos individuais", ou seja, a interação social pode ser benéfica para que o hebefrênico constitua seus próprios processos psiquicos (que são notoriamente desorganizados neste grupo de individuos).

Forte Abraço!

FONTE: SOARES, H.L.R. et cols.: Esquizofrenia hebefrênica: psicose na infância e adolescência. in Fractal, Rev. Psicol. vol.23 no.1 Rio de Janeiro Apr. 2011.
Disponivel em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1984-02922011000100017&script=sci_arttext&tlng=es

Anônimo disse...

ESQUIZOFRÊNIA, não é facil entender, uma pessoas aqui em Uberlândia-mg, portador desta doença, prestou concurso na prefeitura municipal, conseguiu passar em 1º lugar, passado alguns dias conseguiu tirar sua CNH-carteira nacional de habilitação,apos uns dois mêses ele teve uma alucinação e saltou do 17º andar de um prédio e hoje ele esta em estado vegetativo, dando muito trabalho para a familia.

Anônimo disse...

Meu marido está diagnosticado com esquizofrenia. Está em crise tendo alucinações que o vizinho tem um familiar que quer matá-lo; já mudamos até de casa mas o perseguidor é parente do atual vizinho. Ele toma risperidona mas pensa que é ansiolítico, não aceita a doença não quer fazer terapia ele acha que só tem depressão. Como devo proceder? Está em tratamento a dez anos, e só veio ter crise de um para cá. Essa já tem dez meses.

Leticia Lacerda disse...

Olá!
Não sei se compreendi corretamente seu texto, mas se ele está em surto há dez meses, é sinal de que ele não está seguindo adequadamente o tratamento prescrito, OU este tratamento não está surtindo o efeito desejado. Seria interessante conversar com o psiquiatra.
O delírio persecutório é muito comum entre esquizofrênicos. Uma atitude que talves possa ajudar, é questioná-lo sobre qual motivo o leva a crêr que está sendo perseguido.
Peça que ele dê suas razões para acreditar nisso, e então, pacientemente e gentilmente, tente levá-lo a crêr que as idéias não tem fundamento.
Hoje em dia, a internet permite que todos tenham acesso a todo tipo de informação.
Sendo assim, induza-o a pesquisar mais sobre o tema. Ler sobre sinais e sintomas, tratamentos, de forma que ele veja que o esquizofrênico pode ter uma vida produtiva e totalmente normal quando está fora do surto.
A esquizofrenia tem sido estudada à exaustão, e isso tem permitido que o tratamento também tenha evoluido bastante.
Estimule-o ainda, a conversar com o psiquiatra. Dizer o que sente, pensa, e tirar todas as dúvidas que ele venha a ter.
Se o psiquiatra explicar a ele os motivos pelos quais chegaram a este diagnóstico (explicando os sintomas que seu esposo apresenta), pode ficar mais fácil para que ele se convença de que ele é esquizofrênico e depressivo.
Aliás, vale lembrar que a depressão é comum entre esquizofrênicos, e isso pode causar este tipo de confusão.
Espero ter ajudado.

Abraços!

Anônimo disse...

Desde os 19 anos eu sofro com uma doença mental, já fui consultada por vários médicos ,alguns nao falavam qual era a minha doença , outros já diagonosticaram como depressao ,toc e outras coisas.
No inicio eu me enxergava estranha no espelho , acreditava que meu corpo estava se deformando , e esse pensamento era constante 24 horas eu chorava e me desesperava para mim era muito real após ser medicada as sensações passavam mas ja passei por umas 4 crises e minha mente não é mais a mesma , sinto uma tensão muito grande , não consigo escutar uma pessoa falando,a concentração é dificil
Hoje com 34 anos minha medica falou que eu estava num quadro psicotico.E me receitou risperidona.
Já perguntei uma vez a um medico se poderia ser esquizofrenia mas ele falou que nao pois eu nao tenho alucinaçoes nem escuto vozes e eu já teria sito surtado e internada.
Para finalizar , venho pesquisando muito a respeito da doença e me identifico com varios sintomas da doença.Há 4 meses eu mandei arrancar dois dentes bons da minha boca pq eu tinha certeza que eram eles que estavam me deformando estou confusa , gostaria de saber o que eu tenho.Trabalhar estar sendo um suplicio , não consigo me concentrar e me sinto esgotada. Agradeço a atenção e gostaria de alguma orientação.

Anônimo disse...

Eu fui diagnosticado como Esquizofrenico, porém descobri que as vozes que escuto tem inteligencia, descobri então que tenho mediunidade. Vou fazer um curso de mediunidade para aprender a controlar o que esta descontrolado. Certo dia a voz me disse que meu irmão estava chegando , passou alguns minutos e ele chegou , assim como outras diversas vezes , isto não pode ser coincidencia

Anônimo disse...

Prezada Letícia,

Sou advogada e atuo na causa de um cliente portador de esquizofrenia. Suas informações foram de extrema importância para meu conhecimento sobre a doença e, consequentemente, me ajudou na defesa do meu cliente. Obrigada

Leticia Lacerda disse...

Resposta ao comentário de "Anônimo" de 20 de abril de 2012 07:33 - Primeiramente, peço desculpas pela demora em lhe responder. Em relação ao seu diagnóstico, um ponto precisa ficar claro: nem todo esquizofrênico tem delirios visuais ou auditivos. Diagnósticos em psiquiatria não são tão simples, e pode-se levar anos para se chegar a um diagnóstico definitivo. É comum no decorrer do tratamento, o psiquiatra chegar a mudar o diagnóstico "fechado" em um primeiro momento. Caso tenha dúvidas, peça uma segunda opinião. Porém nem sempre o paciente sai da primeira consulta com o diagnóstico definitivo. Isso pode levar um tempo. Tenha paciência e seja forte.

Abraços!

Leticia Lacerda disse...

Resposta ao comentário de "Anônimo" de 17 de maio de 2012 20:53 - Primeiramente, peço desculpas pela demora em lhe responder. Aconselho-te a ler a postagem "Ensaio sobre fé e psiquiatria". Não se trata de um artigo cientifico, e sim da minha opinião pessoal sobre o tema. Poucos profissionais da saude ignoram a importância da fé ao ser humano. Ela faz parte do próprio individuo. Por outro lado, se a alucinação é criada em uma determinada região do cérebro, e o cérebro humano é dotado de inteligência, e normal que estas alucinações possuam certa coerência, não?
Por outro lado, é fundamental distinguir o que é ALUCINAÇÃO e o que É REAL.
Mantenha a sua fé, mas nunca abandone o tratamento. Ciência e fé podem SIM andar de mãos dadas. Por que escolher entre uma e outra, não é verdade? Usufrua dos beneficios de ambas! Você só tem a ganhar!

Abraços!

Leticia Lacerda disse...

Resposta ao comentário de "Anônimo" de 22 de julho de 2012 19:22 - Primeiramente, peço desculpas pela demora em lhe responder.
É extremamente gratificante saber que as informações aqui compartilhadas irão ajudar a defender um portador de esquizofrenia!
O objetivo é divulgar informações, para assim, ajudar o portador a buscar qualidade de vida, mas qualidade de vida em meio a injustiça é algo que não existe!
Boa sorte, e espero que a justiça sempre prevaleça!
Parabéns pela bela profissão.

Abraços!

Anônimo disse...

PARA ENTENDER E ASSUMIR Q QQR UM PODE TER... QQR PESSOA PODE SOFRER ESSE DISTURBIO DA ALMA.AO CONTRARIO DA MAIORIA EU FUI PEDIR AJUDA PQ SE NAO O FIZESSE A DEPRESSAO IRIA ME MATAR...EU ACREDITO Q TEM UM HISTORICO POR TRAZ...SOU CANTORA E AUTO DIDATA..PASSEI POR UM HISTORICO E OS SINTOMAS DE DEPRESSAO VIERAM FORTEMENTE..POR Q NAO CONSEGUIA ME MATAR..BOM,ACREDITO NO BEM MAS NAO EM DEUSES,DEUSAS,ANJOS OU SUPER PODERES..BEM Q EU QUERIA TER..O DA INVISIBILIDADE..TB APRENDI A TOCAR SEM MESTRE...
VOLTANDO AO FOCO DA CONVERSA,EU FUI,COMO DISSE PROCURAR AJUDA,E TENHO SORTE DE TER UMA PRIMA MEDICA Q EH MEU ANJO DA GUARDA.MEU PSIQUIATRA,ADORO ELE.EXCELENTE.PROCURO SER DISCIPLINADA PQ PRECISO MELHORAR MEU ANIMO Q VAI DA DISTIMIA A EUFORIA.A DISTIMIA NAO ERA SERENIDADE,ERA COMO ESTAR ESGOTADA.A EUFORIA IGUALMENTE ME CONSUMINDO E POR MAIS Q EU TIVESSE RAZAO EM ALGUMAS SITUAÇOES EU EXPLODIA A PONTO DE PERDER A RAZAO.EU DIGO Q A SALVAÇAO ESTAH NA ARTE.ACREDITO Q INVESTIR EM CULTURA NO BRASIL AJUDARIA MUITO.MINHA TIA MORREU ESKIZOFRENICA E ERA UM GENIO.PINTORA,POETA E ATRIZ.LINDISSIMA,INTELIGENTE E ADMIRADA POR GENTE COMO JORGE AMADO Q ERA POR SINAL UM AMIGO MUITO ESTIMADO E POR CAUSA DE UM CASAMENTO FRACASSADO SOFREU.NA EPOCA NAO SE CLASSIFICAVA E QD ELA PASSOU A FREQUENTAR IGREJA EVANGELICA..EU IA C ELA,POR SINAL..A CARTADA FINAL P Q ELA PARASSE DE PINTAR...COMO SOFRIA DE EPILEPSIA ACREDITO Q QD UM MAL CRESCE LEVA A OUTRO. NAO SOU CEGA E VI NO CID F.20...NAO SOU DE TAPAR O SOL C A PENEIRA E APRESENTO A MAIORIA DOS SINTOMAS. NAO OUÇO VOZES,SOU CETICA.E QD VEM COISAS NEGATIVAS EM MINHA MENTE SEI Q EH MEU PENSAMENTO...A DEPRESSAO VEM E SENTIMENTO Q TEMOS DE SERMOS TAO CAPAZES DE FAZER ALGO DE BOM SEM APOIO NOS FRUSTRA.TRABALHO ME SALVA.RECOMENDO AOS PARENTES PACIENCIA,E NA MINHA OPINIAO,A HUMANIDADE ESTAH ESKIZOFRENICA PQ A QUANTIDADE DE PESSOAS Q JAH VI DIZER OUVIR VOZES,TEREM MEDIUNIDADE,ETC,EH MUITO GRANDE,E A MAIORIA NAO TEM NENHUM DISTURBIO MENTAL.SINCERAMENTE,PODE ATEH SER Q A MAIORIA DOS ESKIZOFRENICOS OUÇAM VOZES...EU NAO OUÇO NADA,NAO ME APEGO A NADA,SO AO BEM,FAZER O BEM NOS DEIXA BEM..MSM QD NAO ESTAMOS BEM DE SAUDE.ACREDITO NA ESKIZOFRENIA COMO UM DISTURBIO DA ALMA.SEMPRE HA UM HISTORICO POR DETRAZ.GRANDES GENIOS SE DESTACARAM ERAM MUITO A FRENTE DO TEMPO,ME SINTO TOTAL OUTSIDER.INADEQUADA.E NAO IREI NEGAR.SOU MSM.TENHO CRISES.DE PANICO DE ME ISOLAR.SO QD ESTOU TRABALHHANDO EH Q PASSA.SOU ATRIZ E FAÇO COSPLAYER,ENTAO AS CRIANÇAS SAO QUEM MAIS SE INTERESSAM EM PERSONAGENS...EU BRINCO,FAÇO PALHAÇADA,E QD ALGUEM RI DE MIM EU VEJO COMO ELOGIO...IMAGINA UM ATOR OU ATRIZ ATUANDO DESPOJADAMENTE E NINGUEM RI.EH PREOCUPANTE.EH MELHOR RECONHECER A VERDADE.ACREDITO NA MEDICINA,ACHO Q A MEDICINA SO ESTAH EQUIVOCADA QD SE MISTURA C MISTICISMO.SINCERAMENTE,NUNCA VI NG SE CURAR EM IGREJA,CENTROS..ETC.RESPEITO.MAS SINCERAMENTE.RELIGIAO NAO AJUDA.A MEDICINA AJUDA.SE VC TEM PENSAMENTOS NEGATIVOS,PENSA EM SUICIDIO E ACHA Q A VIDA EH UMA MERDA...COMO SER SAUDAVEL NUM MUNDO TAO DOENTE,NAO??MEDICINA AINDA EH A MELHOR RESPOSTA.PENSO EM ME AJUDAR AJUDANDO OS OUTROS...DESDE AS LETRAS Q COMPONHO AO Q ME FOR POSSIVEL...TALVEZ SEJA A MELHOR FORMA DE ME SOCIALIZAR COM AS PESSOAS.PROCURO O LADO BOM...TEM Q VER O BEM.SE NAO A NEGATIVIDADE TOMA A GENTE,JAH Q VIVEMOS NUM MUNDO Q SEMPRE DIZ NAO.BOA SORTEA TDS NOS.Q O MUNDO DIGA MAIS SIM DO Q NAO!!!MERECEMOS SER FELIZES!!

renata disse...

Oi...tenho 43 anos e sou mãe de uma moça de 17 anos, em 2009 com 14 anos ela teve seu primeiro surto, foi atendida em um pronto-socorro pelo Clinico de plantão e então lhe deram haldol,ela teve uma impregnação muito violenta entrando em estado catatônico,fui encaminhada ao Capsi e então iniciou por uma depressão profunda com risperidona e sertralina, ela teve uma melhora após uns 6 meses ,voltou a estudar,enfim estava bem, porém após um ano veio um novo surto, mudei de psiquiatra pois pela mudança de cidade perdemos a vaga no capsi de SP, seu novo psquiatra manteve a risperidona por mais 2 meses e então foi a primeira vez que me foi dito na cara sem nenhum tipo de rodeio, sua filha é portadora de esquizofrenia, perdi o chão, mas continuei trabalhando contando com ajuda de meus familiares, tentamos trata-la com aripiprazol,novamente um fiasco, de novo estado catatônico por impregnação do remédio, mudamos para Socian, por 4 meses, nenhuma evolução, mudamos para geodon, teve uma pequena melhora, mas nada esperado, após uns 8 meses de Geodon mudei de médico novamente pois agora existe capsi na minha cidade, ele tentou incluir a rispedirona novamente junto com o Geodon, houve uma melhora considerável por uns 3 meses e então veio outra impregnação,agora estamos tentando a quetiapina porém ela esta em surto e não esta aceitando a medicação,o seu psiquiatra disse q ela é muito sensível a esses antipsicóticos e é difícil trata-la, tem constipação constante, taquicardia, engordou 30 quilos, enfim, essa semana ela está super violente, quase todos os dias tenta me bater, fala com as vozes direto,e seus pensamento estão totalmente desorganizados,não fala nada com coerência quando fala, pois na maior parte do tempo tem mutismo,confesso que estou desânimada,parece que nenhum remédio vai ajudar minha filha, morro de medo daquele remédio que é necessário fazer exames de sangue, não quero q ela tome, qdo leio sobre os tipos de esquizofrenia eu identifico na filha um pouco de cada,acho que a dela é muito grave, está fora da escola a dois anos, não tem amigos, não tem vida social, vivemos isoladas do mundo, a única coisa que fazemos é frequentar as oficinas do capsi, será que vai existir alguma solução para minha filha ou ela vai viver pra sempre nessas condições desumanas? vivemos em hospitais para exames de sangue, passar sonda, verificar batimentos, não sei o que é pior, viver surtada ou viver com os efeitos colaterais dos remédios? confesso que estou perdida, preciso de ajuda...

Kelly de Miranda disse...

ALGUÉM JA UTILIZOU TRATAMENTOS COMO HIPNOSE, REGRESSÃO? FUNCIONARAM? NOSSA FAMILIA ESTA DESESPERADA.

Maria Teresa Pessoa disse...

A todos que puderem ter interesse na questão:

A revisão e alteração, pela Lei 12.470, de 31 de agosto de 2011, de certos dispositivos da Lei 8.213, da Previdência Social, em particular do Artigo 16, que torna requisito para concessão de dependência de filho maior inválido, a declaração judicial da incapacidade absoluta ou relativa, como segue:

" Seção II Dos Dependentes Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:
I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental que o torne absoluta ou relativamente incapaz, assim declarado judicialmente; (Alterado Lei nº 12.470, de 31 de Agosto de 2011)
Redação anterior: I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido; (Redação dada pela Lei nº 9.032, de 28 de Abril de 1995 )".

Como se sabe, a curatela, que passou, por força dessa alteração, a ser requisito para a dependência, priva o cidadão de vários de seus direitos civis

O exercício da cidadania e a capacidade de gerir sua vida quotidiana, além de direitos, são partes integrais da reinsersão social de pessoa com doença mental.
Em outubro de 2005, a Câmara dos Deputados (Deputada Iriny Lopes) e o Conselho Federal de Psicologia realizaram Audiência Pública sobre a “Banalização da interdição judicial no Brasil-Usos e Abusos da Psiquiatria-Uma violência contra a Democracia e os Direitos Humanos". Nela participaram representantes dos diversos setores do governo, do legislativo e da sociedade civil.

O anexo I do relatório da audiência traz uma série de encaminhamentos, com compromissos, inclusive por parte do INSS, "em prol dos portadores de sofrimento mental, que hoje para receberem o benefício previsto na Lei Orgânica de Assistência Social-LOAS, têm colocado sua própria cidadania como refém". No caso de pessoas portadoras de doença mental cuja família possa amparar e que com tal não fazem jus àquele benefício, trata-se de estender-lhe não somente os benefícios do seguro médico mas de garantir-lhe pensão após o falecimento dos pais.

Passados seis anos da realização daquela importante audiência e dos compromissos assumidos, inclusive pelo INSS, longe de se consolidar o respeito e consequente apoio aos direitos de cidadania das pessoas portadoras de distúrbios mentais, a alteração, pela Lei 12.470, de 31 de agosto de 2011, dos dispositivos pertinentes da Lei 8. 213,de 24 de julho de 1991, representa um retrocesso no que tange aos direitos da pessoa com deficiência no Brasil e são inconsistentes com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

Por favor passe esta mensagem adiante.

Renata K.V. disse...

Meu irmão é esquizofrênico. Ele era bem comunicativo até os doze anos; depois foi ficando cada vez mais fechado. Bem, para resumir, recentemente ele teve um surto. Queria sair de casa para brigar com uma pessoa às 3 horas da manhã, agrediu meu pai e precisamos interná-lo. Agora ele não tem surtos tão violentos, geralmente está calmo e até voltou a estudar. Mas não sei por que ele colocou na cabeça que eu falo mal dele. Eu não posso falar com meus pais longe dele porque senão ele pensa que estou caçoando dele ou falando coisas terríveis. Eu até sai de casa e fui morar com meus avós, mas quero poder me aproximar dele, o que posso fazer?

Treze disse...

Parabens pelo site e pela materia. So tem uma observaçao. A materia diz que algumas familias abandonam o doente porque "sao pouco acolhedoras. Eu sou familiar de um esquizo que não dá sinais de estabilizar, apenas piora (são 20 anos de doença)Eu sei o quanto isso é complicado. Não é possível conviver com pessoas assim, elas estão doentes demais para quealguém possa se relacionar com elas. A família de posses mantém a pessoa internada, a familia pobre abandona. Frequentemente, é o próprio paciente quem "decide" sair de casa e morar na rua. Considero criminosa essa reforma psiquiátrica da maneira como foi feita. Quem está abandonando os doentes E suas famílias é o Estado. É um golpe muito baixo, tentar fazer com que a família se sinta culpada por não poder lidar com algo que, definitivamente, não é assunto para leigos. Esquizo é doença gae, dificil até para médicos. E amor não é anti-psicótico.

Anônimo disse...

Tenho um familiar que é esquizofrênico há mais de 30 anos e todo o seu processo de avaliação e tratamento foi feito com a familia colaborando...deixando claro que somos de família bem humilde e todo tratamento dele foi gratuito...dá trabalho, é cansativo, mas tem como tratar o paciente sem ter recursos financeiros, o principal é a paciência , esclarecimento e muita boa vontade em ajudar esse familiar o que volto a repetir, não é fácil mas querendo se faz.

Macedo disse...

Tenho esquizofrênia a 5 anos hoje tenho 31 anos o começo foi dificil tive varios surtos, mais foi somente tomando holdol que pudi voltar ao meu normal mesmo con efeitos colateral que e muito sono e outros eu digo prefiro toma remedio todos os dias a passa o que passei nos surtos

Anônimo disse...

OI, BOA NOITE,TENHO UM FILHO DE 27 ANOS.MORO AQUI EM ITUVERAVA/SP,NO DIA 14 DE SETEMBRO 2012,O MESMO FOI INTERNADO NO HOSPITAL ALAN KARDECK EM FRANCA/SP,MUITO AGRESSIVO ELE ESTAVA,ATE A PRESENTE DATA ELE CONTINUA INTERNADO,TRATANDO COM ESTES MEDICAMENTOS/// HALDOL 5MG,PROMETAZINA 2MG,BIPERIDENO 2MG,ACIDO VALPROICO 500 MG,CLORPROMAZINA 10 MG,DIAZEPAN 10 MG NEOZINE 25 MG,ELE E DEPEDENTE QUIMICO DESDE DA IDADE DOS 14 ANOS,O QUE VC PODERIA DE MANDAR CONSELHOS PARA CURA-LO,ELE ESTA INTERNADO JUDICIAL AO MEU PEDIDO,ASSIM QUE ELE RECEBER ALTA COMO PODEREI CONTINUAR SEU TRATAMENTO,PEÇO AJUDA ELA SERA DE VALIOSA INFORMAÇÃO A NOSSA FAMILIA,UM GRANDE ABRAÇO /// DE REDUCINO DE MELO E DIRCE O MELO((SOMOS OS PAIS DELE)04/11/2012,AS 20 HRS E 33,QUALQUER COISA MANDE PELO MEU EMAIL É /// reducinodemelojunior@yahoo.com.br

negón disse...

Boa tarde! Quero parabenizar pelos esclarecimentos e desabafar um pouco com vcs que tb passam pelo mesmo caso. Conheci minha esposa quando ela tinha 15 anos e eu 21, um amor intenso que acabou gerando um filho maravilhoso após poucos meses de relacionamento. Eu fazia faculdade e sempre cobrei seu desenvolvimento profissional, pois queria vê-la crescendo comigo, mas se quer conseguiu terminar o 1° grau. De início vi que alguma coisa estava errada com o temperamento explosivo, sem motivação (td q começava nunca terminava)e crises de choro sem motivos. Após várias tentativas, consegui convencê-la a procurar um médico que diagnosticou um quadro de depressão e indicou uma série de remédios que a deixavam dopada e acabamos suspendendo o uso até que desmaios, perca de memória, depressão e crises acompanhadas de alucinações fizeram com que desce entrada em vários pronto-socorro. Os médicos indicaram o atendimento num hospital de saúde mental e conseguimos uma vaga no CAPS. Como a medicação não dava o retorno esperado, acabou abandonando o tratamento e uma crise, desta vez mais forte, desencadeou o dignóstico o diagnóstico de esquizofreinia. Na maioria das vezes tive muita paciência, mas confesso q tem sido muito difícil, já pensei na separação, embora vejo que não trará a solução. Temos um filho maravilhoso e prefiso abdicar da minha felicidade em prol dele q acaba por absorver muita coisa dessa situação. Por outro lado, me vejo numa infelicidade tamanha que acabou criando um abismo que a cada dia nos distancia. Hj sou pós-graduado, trabalho e tento levar uma vida normal, embora seja muito difícil e já ouvi que faço muito mau quando fico cobrando uma postura que ela jamais poderá ter. Minha esposa adora fazer crochê, tricô e tem muita habilidade com artesanatos, mas não consegue ganhar dinheiro, até porque ela começa a fazer as peças e não termina. Como queria poder dar um pouco da minha inteligência e da garra que sempre tive para que ela conseguisse superar obstáculos muitas vezes pequenos para qualquer pessoa normal. Me vejo escondido em uma pessoa que não sou eu, muitas vezes minha "válvula de escape" é sair sozinho para beber, pois ela não interage e não consegue se relacionar com meus colegas. Fico me perguntando como td isso vai terminar, a adequação aos remédios tá sendo muito dificil. Penso em largar td, mas ao mesmo tempo acho q seria uma pessoa egoísta e não tenho coragem de abandoná-la num momento em que mais precisa de apoio. Vejo que a minha vida está "emperrada", pois os sonhos que tinha, foram interrompidos por conta dessa doença dela. Já tentei ajuda em cultos religiosos de todos os credos, até por um período melhorou, quando ela acreditava ser uma médium, mas agora com a última crise a situação ficou muito agravada. Termino aqui meu desabafo, com a certeza de que só uma milagre pode resolver toda essa situação e estou "à espera de um milagre", pois já não sei mais o que fazer e confesso q tenho medo de cair em depressão, mas ao mesmo tempo me vejo como uma pessoa escolhida por Deus e sei que vou conseguir alcançar mais esse milagre na presença do Divino Espírito Santo. Peço à todos que rezem, porque acredito muito no poder da oração. Meu grande abraço aqueles que acompanham este blogger.

Izabel disse...

Fiquei muito compadecida com o desabafo de NEGON. Meu irmão que hoje tem 60 anos, teve sua trajetória de vida marcada por esta doença. Nunca foi compreendido e até hoje os familiares cobram dele uma postura que ele não consegue. A doença começou a se desenvolver quando tinha pouco mais de 20 anos. Era um jovem lindo! Estudou, se formou num curso técnico, trabalhava, tinha seu carro, gostava de se vestir bem. Aos poucos foi se transformando e hoje vive à base de medicamentos o que possibilita uma melhora na qualidade de vida."Convive" com a família, mas não se relaciona a contendo. Prefere ficar isolado. Somos pessoas de oração e estamos sempre a espera de um milagre. Ele só aceitou o tratamento cerca de 10 anos atrás. Penso que se tivesse aceitado antes teria chances de levar uma vida "normal". O que escrevo não é muito animador,mas esta foi a nossa realidade. A pergunta recorrente: Quando isto vai terminar? Ficou sempre sem resposta. Ame sua esposa profundamente, ela sofre e muito, mas acredite que Deus pode mudar a história do jeito Dele.Você pode ser feliz se conseguir mudar o conceito de felicidade. O mundo diz como se é feliz, mas cada um pode ser feliz à sua maneira. Por exemplo aceitando o que a vida lhe reservou. Pense se tivesse sido o contrário. Será que ela cuidaria de você? Não desanime, busque ajuda, apoiando-se em pessoas que passaram ou passam pela mesma situação.Converse com Deus como conversa com uma pessoa concreta, Ele sabe o seu limite e certamente poderá indicar caminhos que nossa limitação não enxerga. Hoje é o dia internacional do deficientes. Isso nos leva a pensar quantas e quantas famílias vivem o mesmo drama. Quando escolhemos um modo de vida é mais fácil aceitar o que não deu certo. Mas, quando somos escolhidos, nem sempre conseguimos acolher. Faça o seu possível. Deus fará o impossível. Abraços

Izabel disse...

Fiquei muito compadecida com o desabafo de NEGON. Meu irmão que hoje tem 60 anos, teve sua trajetória de vida marcada por esta doença. Nunca foi compreendido e até hoje os familiares cobram dele uma postura que ele não consegue ter. A doença começou a se desenvolver quando tinha pouco mais de 20 anos. Era um jovem lindo! Estudou, se formou num curso técnico, trabalhava, tinha seu carro, gostava de se vestir bem. Aos poucos foi se transformando e hoje vive à base de medicamentos o que possibilita uma melhora na qualidade de vida."Convive" com a família, mas não se relaciona a contendo. Prefere ficar isolado. Somos pessoas de oração e estamos sempre a espera de um milagre. Ele só aceitou o tratamento cerca de 10 anos atrás. Penso que se tivesse aceitado antes teria chances de levar uma vida "normal". O que escrevo não é muito animador,mas esta foi a nossa realidade. A pergunta recorrente: Quando isto vai terminar? Ficou sempre sem resposta. Ame sua esposa profundamente, ela sofre e muito, mas acredite que Deus pode mudar a história do jeito Dele.Você pode ser feliz se conseguir mudar o conceito de felicidade. O mundo diz como se é feliz, mas cada um pode ser feliz à sua maneira. Por exemplo aceitando o que a vida lhe reservou. Pense se tivesse sido o contrário. Será que ela cuidaria de você? Não desanime, busque ajuda, apoiando-se em pessoas que passaram ou passam pela mesma situação.Converse com Deus como conversa com uma pessoa concreta, Ele sabe o seu limite e certamente poderá indicar caminhos que nossa limitação não enxerga. Hoje é o dia internacional do deficientes. Isso nos leva a pensar quantas e quantas famílias vivem o mesmo drama. Quando escolhemos um modo de vida é mais fácil aceitar o que não deu certo. Mas, quando somos escolhidos, nem sempre conseguimos acolher. Faça o seu possível. Deus fará o impossível. Abraços

Marcello Cordeiro disse...

Boa noite. Preciso de uma orientação. Tem um irmão de 32 anos portador do CID F20, onde o trouxe de SP para morar comigo, esposo e filhos em Maceió. Ele está fazendo acompanhamento no CAPS daqui e passou por perícia médica do INSS para solicitar o Beneficio LOAS. Nossos pais são falecidos, morava sozinho, passando necessidade e sem cuidados. O médico perguntou se usava drogas e ele confirmou que usou e de todo tipo.
Com este CID F20 e ter sido usuário de drogas, é possível ter acesso à este benefício?
Ele toma 3 ampolas de haloperidol por mês, 4 comprimidos por dia de carbonato de lítio e 4 comprimidos de Valproato de Sódio.
Caso não seja concedido o benefício, qual procedimento devo tomar?
Desde já agradeço e parabéns por este blog, pois me ajudou a entender melhor meu irmão.

ArteAtivaMente disse...

Olá, Tenho uma filha de 26 portadora de esquizofrenia. Apesar de ela não estar em surto no momento, preciso ajuda pois ela fala constantemente que não gosta de mim (pois eu a obrigo a tomar o remédio) Haldol. Ela diz que eu "inventei"que ela está doente.Faz uso de maconha constante, é muito promíscua. Ela já foi internada 2 vezes. Temo pela minha vida, gostaria de encontrar uma residência terapêutica que seja muito boa. Em qualquer lugar do Brasil. Obrigada!

Carlos disse...

Tenho uma vizinha esquizofrênica que luta na justiça federal Primeira Vara de Governador Valadares MG há pelo menos uns cinco anos por seu direito de pensão,decorrente de sua genitora ter sido servidora da UNIÃO Lei 8112/90.Ela sofre surtos e vive no isolamento absoluto.Deveria existir uma ONG para proteger e acelerar a decisão judicial para pessoas incapazes.Esta senhora deveria ser pensionada para ser internada numa clínica particular com urgência.Ficamos escandalizados com o problema dela e aproveitamos este espaço para pedir socorro por ela.

Anônimo disse...

Olá eu trabalhava como motorista de ônibus tive um surto e visão das coisas fui encostado pelo INSS até me aposentaram por invalidez , hoje sinto em um ótimo estado tomo geodon e outro medicamento pra dormir, estou levando uma vida normal . A minha pergunta é eu quero fazer uma faculdade pois terminei o ensino médio será que posso o INSS não vai me suspender. Se conseguir concluir o ensino superior ai sim iria trabalhar e oa enves de receber do governo iria ajudar . Será que posso fazer isso sem correr o risco de perder o beneficio. Me ajude ai na resposta, obrigado.

Anônimo disse...

O que fazer com delírio que nao passa de jeito nenhum?O paciente esta internado há mais um mês ,esta razoavelmente bem,conversa com coerencia,mas os delírios e cismas com algumas coisas e pessoas se arrastam há meses.

Anônimo disse...

Continuação...Ter uma pessoa vitimada pela esquizofrenia, principalmente depois de um surto gera gastos, principalmente com medicações e idas a psiquiatras e locomoção a CAPS.Para o tratamento dele seria necessário um benefício já que ele não trabalha.Mas fazer isso implica saber que se ele voltar a vida que tinha terá que dar baixa no benefício e correr o risco de ter uma nova incidência de surto, digamos por incompatibilidade de medicação e ele ficar a deriva por já ter entrado com procedimento de aposentadoria uma vez e comprovar com a volta aos estudos e trabalho aptidões.Me ajude por favor.Estou tentando ser sensível a causa do meu irmão.

Anônimo disse...

Essa é também minha pergunta.Falo em relação ao comentário de 5 de junho de 2013.Meu irmão é esquizofrênico e esta se recuperando de um surto.Antes ele trabalhava e fazia faculdade por isso não deu entrada em aposentadoria porque nos diziam que teria problemas já que segundo alguns o laudo em perícia para receber esse benefício tem que constar deficiência mental ou invalidez e portanto se há um retorno ao trabalho, isso prova que o primeiro diagnostico foi errôneo mesmo sabendo que a Esquizofrenia é uma doença complexa e que carece cautela. Gostaria de saber a mesma coisa, lutamos para que ele tenha um benefício do governo já que o quadro dele gera gastos mesmo sabendo que ele quer ter uma vida produtiva se surtir efeito o tratamento.Ou pensamos direito,já que o fato de você ter dado entrada uma vez complica voltar a receber o beneficio dando segunda entrada judicialmente.
Ter uma pessoa vitimada pela esquizofrenia, principalmente depois de um surto gera gastos, principalmente com medicações e idas a psiquiatras e locomoção a CAPS.Para o tratamento dele seria necessário um benefício já que ele não trabalha.Mas fazer isso implica saber que se ele voltar a vida que tinha terá que dar baixa no benefício e correr o risco de ter uma nova incidência de surto, digamos por incompatibilidade de medicação e ele ficar a deriva por já ter entrado com procedimento de aposentadoria uma vez e comprovar com a volta aos estudos e trabalho aptidões.Me ajude por favor.Estou tentando ser sensível a causa do meu irmão.

Anônimo disse...

favor Leticia LAcerda apague as duas perguntas anteriores e sós considere essa, tive problemas ao escrevê-la:
Essa é também minha pergunta.Falo em relação ao comentário de 5 de junho de 2013.Meu irmão é esquizofrênico e esta se recuperando de um surto.Antes ele trabalhava e fazia faculdade por isso não deu entrada em aposentadoria porque nos diziam que teria problemas já que segundo alguns o laudo em perícia para receber esse benefício tem que constar deficiência mental ou invalidez e portanto se há um retorno ao trabalho, isso prova que o primeiro diagnostico foi errôneo mesmo sabendo que a Esquizofrenia é uma doença complexa e que carece cautela. Gostaria de saber a mesma coisa, lutamos para que ele tenha um benefício do governo já que o quadro dele gera gastos mesmo sabendo que ele quer ter uma vida produtiva se surtir efeito o tratamento, ou pensamos direito,já que o fato de você ter dado entrada uma vez complica voltar a receber o beneficio dando segunda entrada judicialmente.
Ter uma pessoa vitimada pela esquizofrenia, principalmente depois de um surto gera gastos, principalmente com medicações e idas a psiquiatras e locomoção a CAPS.Para o tratamento dele seria necessário um benefício já que ele não trabalha.Mas fazer isso implica saber que se ele voltar a vida que tinha terá que dar baixa no benefício e correr o risco de ter uma nova incidência de surto, digamos por incompatibilidade de medicação e ele ficar a deriva por já ter entrado com procedimento de aposentadoria uma vez e comprovar com a volta aos estudos e trabalho aptidões.Me ajude por favor.Estou tentando ser sensível a causa do meu irmão.

Anônimo disse...

Letícia me responde uma coisa, segundo o artigo que Maria Tereza nos traz mais acima quando ela cita: relativamente incapaz, assim declarado judicialmente, quer dizer que se uma pessoa for portadora de esquizofrenia ela pode ser amparada pelos pais legalmente, recebendo uma pensão alimentícia dos pais mesmo depois de ter completado dezoito anos?Seria essa uma forma de prezar que o esquizofrênico não coloque a sua cidadania como refém como ela afirma, se trate sem ter que se aposentar e entrar no roll dos quadros de invalidez,Já que esquizofrenia não é uma deficiência mental e sim uma doença mental, com possível retorno das atividades?

Anônimo disse...

Estou com um problema dificílimo.Estamos entrando com tramites para aposentar um dos nossos irmãos por esquizofrenia comprovada.O papel de interdição já chegou e pede-se que se compareça perante a promotoria para tramitar a interdição.A pergunta é essa: sabendo-se que a esquizofrenia é considerada uma doença mental e que para receber benefício o cidadão tenha que ser considerado invalido para o mercado de trabalho o que fazemos com um jovem que esta em surto, mas que quando recupera suas aptidões consegue pelo menos voltar a estudar.Como foi o caso da ultima vez, ele teve crise e surto mas depois que passou a fase de tratamento ele conseguiu passar na faculdade.Ele estava pensando em conclui-la e prestar concurso quando teve outro surto devido muito estresse.Sabemos que se um esquizofrênico,portador de sofrimento mental, hoje, for receber o benefício previsto na Lei Orgânica de Assistência Social-LOAS, colocará sua própria cidadania como refém".Então não poderão voltar a estudar em uma faculdade ou tentar trabalhar por laudo de invalidez manipulado judicialmente.Como faço? No momento ele precisa se tratar e o custeio é caro,só não havíamos dado encaminhamento no procedimento de aposentadoria porque nosso pai nos enviava uma pensão alimentícia desde que eramos pequenos.Pergunto: será que consigo um acordo e uma ordem da justiça que em vez de aposentá-lo definitivamente que o Pai, que dispõe de recursos, o assegure por lei continuando a pagar pensão alimentícia mesmo depois dos 18 anos por motivo de doença mental, para ampará-lo em momentos de crise para que o sonho dele não fique frustrado, caso haja melhora quanto as medicações? Eis que fiquei sabendo que se uma pessoa der uma entrada como doente mental constatando invalidez, e voltar a trabalhar o primeiro atestado fica irrelevante e contradizente, ai se a pessoa surtar em emprego adquirindo assim um caso mais grave da doença, fica mais difícil voltar a receber o mesmo benefício por causa de ter dado entrada uma vez.O que faço doutor? Devo ou não devo continuar o processo? Devo tentar o acordo de pensão alimentícia já que o Pai dispõe de recursos ou é invalido esse questionamento? E pergunto, ele poderá ou não voltar a estudar em Faculdade e tentar vaga em concurso já que sai um edital de interdição, sem medo se de uma segunda vez carecer ser beneficiado de novo não correr o risco de perder a causa?

Anônimo disse...

Sou casada com um esquisofrenico, só descobrir depois de alguns anos, principalmente depois da novela que tinha um rapaz com essa doença, meu esposo era igual. Há 03 anos ele teve um surto e ficou fugindo pensando que as pessoas queriam mata-lo, quando o achei uma amiga enferneira psiquiatrica o levou ao médico e ele foi internado po 45 dias em um sanatorio, fui visita-lo quase todos os dias, ficava muito longe da minha casa e eu tb tenho uma deficiencia fisica, hoje ele se trata no caps, graças a Deus nunca mais teve uma crise e toma os remedios direitinho so tem uma coisa que ja falei para o medico dele, ele tem pesadelo demais...o medico aumentou a dose de um dos remedios e ele continua tendo pesadelo, quase não fala mais fico puxando asunto sempre e ama ficar olhando a rua...minha preocupação é com os pessadelos pode me orientar. Obrigado desde já.

Anônimo disse...

bom dia. tenho um sobrinho o qual sempre foi muito comunicativo, todos na escola adoram mele, muito bom moço educado, nunca tivemos nenhum problema com ele, ele tem 16 anos, a um mês atras ele foi ate minha casa muito preocupado com a escola querendo falar com a professora p contar alguma coisa e q a culpa não era dele, me assustei pois era num sabado e levamos imediatamente até o hospital.o medico logo apos examina-lo indicou um psiquiatra, que nos diz q o que ele tem é resultado de alguns tombos que ele sofreu do cavalo. minha familia é enorme e somos muito unidos estamos todos em prol da recuperação dele, mas eu tenho muitas duvidas sobre o diagnostico ele achava que tava sendo seguido ficou mais quito na escola, com otimas notas mas mais quieto, achava q os alimentos estavam vencidos e sentia cheios estranhos, agora apos tomar halo e biporadeno esta bem melhor mas acha tudo engraçado e as vezes qndo passa por alguma coisa q o deixe estressado tem uma especie de panico fica gelado e suando frio. estamos muito preocupados tenho medo que o medico erre o diagnostico tenho medo q no fundo seja uma esquizofrenia.

Anônimo disse...

Leticia tenho dúvidas: Tenho 50 anos e até hoje desde os 33 anos me trato como pânico, depressão e nunca tive resultado agora fui diagnosticado com F.20 Esquizofrenis, mas não tenho alucinações, tenho delírios e ouço vozes do pensamento, tenho díalogo comigo mesmo, como se houvesse um diálogo dentro de minha cabeça.Isso sempre tive, nunca tive surtos, tenho mania de grandeza e medo de acontecer algo!As vozes são pensamentos que conversam comigo, não ouço vozes pelo ouvido e sim pelos pensamentos. Será que até hoje todos os médicos erraram?Não tomei remédio ainda pois agora estou em dúvida. Sei que tenho algo mas não sei que é; Por isso faço outra pergunta: Há esquizofrenia que dá para trabalhar, estudar e viver com a doença sem ela nunca ficar muito forte, tipo ficar internado, ter surtos?Nunca fiquei internado e nem tive surtos, os pensamentos conversando comigo sempre tive isso!Sou esquizofrenico ou depressivo?
Agradeço muito a você!

Anônimo disse...

Ola ...estou lendo os depoimentos anteriores e estou passando pelo mesmo problema, tenho um filho diagnosticado como esquizofrenia refrataria , sempre foi uma criança introvertida , achava isso normal, estudou, formou-se em publicidade e propaganda, fez curso de inglês no exterior, fez vários cursos em escolas boas, design, música e outros. Desde pequeno gostava de música, chegou a formar bandas, ele toca vários instrumentos e também e vocalista e compõe. A mais ou menos uns 5 anos atrás achou que estava com depressão então começou a tomar medicamentos, rivotril, lexapro, tomou durante 5 anos, porém começou a ter uns comportamentos diferentes no final do ano passado, levamos a um outro psiquiatra e foi aí que seu diagnóstico foi esquizofrenia, começou a tomar olanzapina não surtiu efeito, começou com clozapina, este remédio tem de fazer exames de sangue durante 18 semanas, pois ele acaba com os glóbulos brancos...enfim a tomar15 dias atrás ele teve um surto psicotico, tentou se enforcar com o fio do amplificador de som, não conseguindo se jogou da janela de se quarto, do quarto andar, está na UTI até hoje, com várias fraturas expostas, eu fico me perguntando, como uma pessoa em tratamento pode ter está atitude, se ele já não teria que ter sido internado antes disto acontecer....giza

Anônimo disse...

Eu estou confuzo,nao sei o que acontece comigo não sei se sou de verdade e sou real,tenho vontade de viver e não tenho vontade de viver,minha vida mudou depois de trabalhar tanto em hospital com muitos pacientes cuidava deles dava muita atenção e dedicação um dia quase fartei pq trabalhava muito e havia muitos pacientes par cuidar , comecei a ficar tonto ânsia de vomito dor na cabeça e me escondi no estacionamento do hospital,outro dia fui procurar o medico psiquiatra ele urgentemente constatou que eu tinha problemas psiquiátricos depois disso tentei ser o mesmo,tive varias crises , internações em locais fechado,minha mente estava entre dois mundos aqui e em outros lugares como já estivesse morto as vezes penso que estou morto,meu rosto deformado derretendo via muitos anjos quando criança e vultos e vozes mas numca tinha me medicado,hoje veio tudo de um dia para o outro
na verdade já não sei quem realmente sou, estou tomando remédios mas minha mente esta cada vez pior penso em fazer coisas estranhas e me esconder neste outro mundo que descobri e que todos os dias eu vou la ficar,e volto para ca, e vou para la e volto para ca, já fiz muitas amizades neste outro lugar , são meus amigos eles falam comigo aparecem e assim não me sinto sozinho, mas aqui eu me sinto sozinho me escondo no meu quarto escuro ,o sol me faz ficar triste,vozes me perseguem ,estou lutando contra este sentimento que me consome a cada dia,teho medo, tenho fraqueza tenho tristeza tenho vontade de sumir,tenho vontade de voar de não mais deixar pensamento vir ate minha mente.meu deus quem realmente eu sou,eu achava que era uma divindade poderoso mas os médicos me disseram que não.isso é uma doença pq ? então quem sou eu,ja não sei mais nada.achava que sabia minha mente vaga .mas acredito que vou me curar e ai terei o poder de curar todos vocês , tenham uma boa noite fiquem com o grande deus.

Tutancamom disse...

Estamos atravessando um período bem interessante e preocupante ao mesmo tempo, nós portadores de transtornos mentais, somo considerados totalmente capazes p/ ser jugados ou punidos perante a lei e perante o INSS PORÉM PERANTE OS EMPREGADORES E FAMILIARES SOMOS GERALMENTE INCAPAZES, somos loucos por nossos medicamentos e merecemos menos que já tivemos ou construímos uma vida toda, até mesmo os advogados que raras vezes se propoem a nos defender seguem parecer de empregadores, nos deixando a margem dos direitos e deveres. Fui desligado por justa causa após oito anos de muito trabalho, foi criada uma situação simples de ser resolvida e apesar de todas as provas e testemunhas, o que prevalece há quase um ano é a incredulidade da advogada e a insistencia da empresa em reafirmar sua posição, partindo agora para um processo criminal contra mim e já vejo o desespero e o abandono me alcançando mais uma vez! Por favor, algum profissional que entenda de lei e possa me ajudar?

Oddie disse...

Eu tomo Saphris e antidepressivo. Mas ainda escuto às vozes falando mal de mim. continuo sendo perseguida. Não gosto de socializar porque sei que as pessoas conseguem saber o que penso e ficam me olhando.
Para as poucas que contei isso, disseram que sou paranoica, que é besteira isso tudo. Sinto uma angústia muito grande.

Anônimo disse...

Ola leticia , tenho vivido sob tratamento e vejo melhoras e ja to aposentado com 35 anos , todo problema começou derrepente a uns 7 anos e foi diante de uma depressão que ,chegaram ao diagnostico de esquizofrenia cid f20, tenho muitas mudanças de humor, mas hj sei diferenciar a realidade , da doença e o que vejo surreal, e tenho desejo de tentar me levantar e voltar e estudar a faculdade de direito, isso me dixa triste eu não terminar algo , será que pela lei posso tentar estudar e quem sabe ter uma vida normal de novo como antes

roseli furtado disse...

bom dia...tenho um filho de 9 anos com esquizofrenia, faz tratamento a 4 anos no HC, faz uso de risperidona 8mg, carbamazepina 600mg e fluoxetina 40mg, ele está controlado, passa c psicólogo, ja fez fono, vai começar hoje com TO, e precisa de psigopedagogia, faço tudo por ele, tive q deixar de trabalhar pq óbviamente ninguém aguenta cuidar dele, mas ele é um menino lindo e muito amado, realmente é uma doença cruel, mas não tão cruel como o preconceito q sim é uma doença muito mais grave na minha humilde opinião de mãe de um esquizofrenico...

Anônimo disse...

Comentando sobre o que disse Maria Teresa em 17 de agosto de 2012: Concordo plenamente com você. Sou advogada (mas só advogo p/ minha irmã, pois exerço outra profissão) e por ser meramente técnica, na época, a interditei p/ obter pensão alimentícia do ex marido que a abandonou na pior hora (quando surtou e precisava de ajuda de todos)e já estava com outra. Resultado: como o humor dela oscila já fui ameaçada várias vezes por ela, o ex não paga a pensão (vivo executando-o judicialmente e me dá um mega trabalho)e, como tenho um amor enorme por ela, aos poucos fui percebendo o quanto essa interdição é AVILTANTE, HUMILHANTE e SOBRECARREGA JUDICIALMENTE DEMASIADAMENTE A MIM, SUA CURADORA. Sou absolutamente contra a Interdição. NÃO! NUNCA FAÇAM ISSO! Já li enorme quantidade de artigos sobre A BANALIZAÇÃO DA INTERDIÇÃO JUDICIAL NO BRASIL e estou de PLENO ACORDO COM A CONVENÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (que incluem a doença/transtorno mental). Vou começar outra faculdade: PSICOLOGIA, pois a dor é tão grande que não consigo ficar de mãos atadas, vendo tanto preconceito, negligência e não LUTAR POR ESSES SERES HUMANOS TÃO ESPECIAIS E QUE NOS FAZEM APRENDER PRINCIPALMENTE A EXERCITAR A TOLERÂNCIA. Em razão disso fico muito apreensiva em relação a comentários como o do rapaz que fala do vizinho (18 de junho de 2011 - 18:02) dizendo ser ele esquizofrênico e que a vizinhança "NÃO AGUENTA MAIS". É Difícil, bem o sei, porém vamos ajudar E NÃO QUERER EMPURRAR ESSE SER HUMANO PARA LONGE... Assim fica fácil. E a solidariedade? Será que esse vizinho não imagina o QUANTO O PRÓPRIO ESQUIZOFRÊNICO SOFRE? AFINAL ELE CONVIVE CONSIGO MESMO 24 HORAS POR DIA... Quem mais, além dele, passa por isso!!! Peço humildemente: tolerância, solidariedade, empatia e humanidade... Muito obrigada!

Anônimo disse...

Roseli Furtado (12 de fevereiro de 2014). Parabéns, vc é uma pessoa muitíssimo especial e concordo plenamente com o que vc disse quanto ao preconceito. Parabéns, guerreira

Anônimo disse...

TUTANCAMOM (28 DE NOVEMBRO DE 2013). Como entrar em contato com vc? Sou advogada, irmã e curadora de uma pessoa com transtorno e sei bem o que vc está passando. Passe-me seu email para que eu possa entender melhor sua história! No aguardo

Anônimo disse...

A um ano atrás fui internado contra minha vontade na parte psiquiátrica de um hospital sendo que nunca fiz nada para ninguém e estava vivendo minha vida tranquilo. Gostaria de saber se mesmo depois de tanto tempo se eu fizer um B.O. na delegacia as pessoas que fizeram isso comigo vão ser punidas? E como saber se as pessoas que querem que eu faça tratamento são pessoas sérias ou estão de sacanagem... só podem estar de sacanagem comigo...

Anônimo disse...

leio tantos comentarios , mas na verdade nao existe nem beleza nem orgulho em ter um parente esquizofrenico na familia , e quando essa pessoa e a mãe nao tenho palavras para descrever o "inferno " mesmo e essa a palava , e enquanto minha avó ainda tinha saude e forças pra arrastar essa cruz ia -se tudo .. chegou idade doenças e agora ? muito se fala A FAMILIA A FAMILIA , a saude publica vira as costas assim como o governo , e as pessoas ainda tem vida precisam trabalhar 10 horas por dia não tem tempo para tar bajulando 24 horas por dia um doente e fica de detetive pra ver se tomou o comprimido .. muitos do que aqui opniam e porque nao passa isso na pele nao ai e lindo ver de fora tbm acho isso =)

Anônimo disse...

Gostaria de saber se o filho que é abandonado pela mãe pode desenvolver esquizofrenia. Pode?